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A arte de criar filhos
06/01/2010
Como os nossos pais?!
Depois da maternidade, nos damos conta da frase que as nossas mães falavam: quando você for mãe, você vai ver! Quando mais jovens, nos pegamos diversas vezes, criticando o comportamento de nossos pais e agora com os filhos, muitas vezes nos vemos repetindo o mesmo comportamento. Porque isto ocorre?

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
( Elis Regina)

Talvez, não haja apenas uma resposta, mas vamos tentar analisar o que acontece. Primeiro, muitas vezes, criticamos sem ter a experiência daquela situação. Quando nos deparamos na mesma circunstância, mas em posição diferente, é aí, que nos damos conta de como é difícil estar do outro lado!  Antes, éramos filhos, e agora, somos pais, neste momento o jogo muda. O que também pode ocorrer é que muitos comportamentos nossos, acabam sendo reforçados e delineados, de acordo com as nossas vivências.

Vivemos dentro de uma família, fomos criados com alguns costumes, com um tipo de educação e princípios, é mais do que natural termos internalizado todo esse aprendizado. Bem, isso pode ocorrer para os dois extremos. Ou repetimos o que nos foi passado, ou adquirimos uma espécie de aversão, caso a experiência tenha sido muito traumatizante. Com isso tentamos ser o inverso. Um exemplo disso são pais que tiveram uma educação muito conservadora e com os filhos tentam ser extremamente liberais. Na verdade, os dois comportamentos acabam dando na mesma. Tentar ser o oposto, muitas das vezes, acaba sendo uma maneira de não repetir um modelo. Porém, o que ocorre é que este modelo está o tempo todo como referência, para o bem ou para o mal. Por isso, talvez, o mais importante, seja nos perguntarmos, que tipo de pais gostaríamos de ser?! Ou melhor, que tipo de educação e princípios gostaria de deixar para o meu filho?! Quais os passos que devo seguir para poder concretizar o meu desejo?!  São perguntas, que não são tão fáceis de serem respondidas, mas que são importantes, para delinearmos o tipo de pai e o tipo de mãe que queremos e desejamos ser.

É claro, que nem sempre, a teoria e a prática andam juntas, não é tão fácil, muito menos objetivo, lidarmos com emoções, sentimentos e a criação dos filhos. Porém, não podemos nos esquecer de se ter uma diretriz, um princípio, o que eu quero?! E com isso, tentarmos segui-lo. É importante termos idéias a respeito da nossa postura e das implicações que isto pode ocasionar.  Por exemplo, se quero que meu filho se alimente de forma saudável, além, de eu mesma, ter que dar o exemplo. Não posso permitir que ele não almoce e que coma um biscoito ou qualquer outro tipo de besteira, no lugar da refeição.  Se toda vez que ele se recusar a comer uma das refeições, for permitido, que ele coma o que ele quiser, ele nunca vai querer comer. Outro exemplo, se você está no shopping, seu filho pede um brinquedo, você diz que não. Ele chora, esperneia e você cede, provavelmente, ele vai aprender, que pode conseguir tudo o que quer no grito. É claro, que cada caso, é um caso. Não quer dizer, que não podemos errar de vez em quando. Claro que podemos, faz parte do nosso próprio aprendizado, como pais. Uma atitude, não está fadada ao erro ou fracasso permanente, não existe certo ou errado, quando estamos falando de relações entre pais e filhos. Porém, é importante, estarmos em constante reflexão, pensando e repensando as nossas atitudes.  Educar, não é fácil, ser mãe e pai é uma arte!
 
Vou ficando por aqui, deixando um super beijo e desejando que 2010 seja um ano MARAVILHOSO, com muita saúde, paz e amor para todos nós!

 

 
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